Oferta de Sacrificio

oferta sacrificoA partir de nossa realidade diária é impossível entender algumas passagens da Bíblia. Para começar somos do ocidente, temos costumes, regras, tradições e maneiras de pensar completamente diferentes dos povos do oriente. Coisas que para nós não fazem qualquer sentido, são extremamente significativas para outros povos.

Gideão recebeu a visita do anjo do Senhor e fez sua pequena oferta: um cabrito e pães sem fermento. Gideão ofereceu a Deus o que tinha em casa e que não lhe faria falta. O princípio da oferta ao Senhor é o oposto do que fez Gideão, toda oferta tem que trazer uma parcela de sacrifício pessoal. Se você está acostumado a ofertar apenas moedinhas, esqueça. Isso não vai chamar a atenção de Deus sobre sua vida, até porque, Deus não precisa de esmolas.

Quando você faz um sacrifício ao ofertar alguma coisa que efetivamente custou uma renúncia sua, então você está no caminho certo para agradar a Deus. Mas, por que tenho de oferecer um sacrifício? Deus não precisa de dinheiro e vai me fazer falta. Realmente Deus não precisa de dinheiro, o que Ele quer é o seu coração e se o seu coração não tiver a alegria de contribuir, nenhuma oferta fará diferença em sua vida.

A oferta que faz diferença é aquela que você entrega do que custou seu sacrifício pessoal e não do que lhe sobra. Esta oferta move a mão de Deus a seu favor.

Naquela mesma noite que seu anjo apareceu a Gideão, Deus falou com ele e disse:“Toma o boi que pertence a teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derruba o altar de Baal, que é de teu pai; e corta o bosque que está ao pé dele. E edifica ao SENHOR teu Deus um altar no cume deste lugar forte, num lugar conveniente; e toma o segundo boi, e o oferecerás em holocausto com a lenha que cortares do bosque.” (Juízes 6:25-26).

Era uma ordem radical. Primeiro Gideão teria de matar um boi de sete anos que pertencia ao pai dele, portanto não era de Gideão. Segundo ele teria de derrubar o altar de Baal, que também pertencia ao pai dele e mais, Gideão teria de edificar um altar ao Senhor no cume do alto onde havia o altar a Baal e cortar o bosque ao redor e, por fim, oferecer em holocausto o boi do pai dele.

Era um mega sacrifício. Nada do que Deus pediu pertencia a Gideão. O boi era do pai dele, o altar a Baal era do pai dele, o bosque era do pai dele. Gideão estava encrencado mesmo.

Deus pediu a Gideão o segundo boi do pai dele e havia um forte significado nisso. O segundo boi de sete anos era o reprodutor, era a fonte de renda da família israelita daquela época, pois ele gerava outros bois. Além disso, este animal, em regra, era usado para sacrificar a Baal, como havia um altar edificado a Baal pelo pai de Gideão, é possível que o segundo boi estivesse destinado ao sacrifício, mas ao deus Baal e não ao Senhor.

A oferta que Deus requereu não custou um tostão de Gideão, mas exigiu um tremendo sacrifício dele, afinal, ele arcaria com as consequências de seus atos. O sacrifício da oferta nem sempre é dinheiro, muitas vezes é fruto de um sacrifício pessoal grande, como aconteceu com Gideão.

Gideão não pensou duas vezes, tomou dez servos e fez tudo o que mandou o Senhor, mas tomou o cuidado de fazer tudo de noite, de dia ele poderia ser linchado por seu pai e os homens idólatras daquela cidade. Só teve um probleminha, naquela madrugada o povo da cidade acordou mais cedo e deu de cara com o altar de Baal derrubado, o bosque cortado e o segundo boi de Joás (pai de Gideão) no altar sendo sacrificado ao Senhor. Isso deu uma confusão tremenda.

Eles se perguntavam mutuamente quem teria feito tudo aquilo e rapidinho descobriram que tinha sido o filho de Joás, Gideão, o autor do “mal feito”. A multidão enfurecida foi até a casa do pai de Gideão e disseram a ele: “Tira para fora a teu filho; para que morra; pois derribou o altar de Baal, e cortou o bosque que estava ao pé dele.” (Juízes 6:30). A ideia era linchar Gideão mesmo.

Joás estava longe do Deus de Israel, ele próprio tinha um altar a deus estranho e sacrificava a Baal, além do mais, a maior vítima das ações de Gideão era seu próprio pai a quem pertencia o valioso segundo boi e o bosque cortado, mas pai que é pai defende o filho no que der e vier e foi o que fez Joás.

A esta altura o povo todo já estava contra Joás também, porque ele não permitiu que seu filho saísse de casa para ser morto pela turba, então Joás se dirigiu ao povo e disse:“Contendereis vós por Baal? Livrá-lo-eis vós? Qualquer que por ele contender ainda esta manhã será morto; se é deus, por si mesmo contenda; pois derrubaram o seu altar.”(Juízes 6:31). Belíssimos argumentos.

Por que o povo tinha de brigar e matar por causa do deus Baal? Baal não era deus para eles? Então que defendesse a si próprio e a seu altar, uai! Foi o suficiente para dissolver a multidão. O argumento de Joás mudou até o nome de Baal que a partir daquele dia passou a se chamar Jerubaal, que significa: Baal contenda contra ele, pois derrubou o seu altar.

Veja como são as coisas, quando a gente obedece a ordem do Senhor não tem com o que se preocupar, porque Deus se responsabiliza pelas consequências.

A partir daquele dia Deus fortaleceu Gideão muitíssimo e em suas mãos foram dadas belas vitórias sobre os inimigos de Israel, e tudo começou com um sacrifício, não do que Gideão tinha, do que sobrava, porém um sacrifício que demonstrou a todo Israel e a seu pai, a razão da ira de Deus contra a nação, que se tornou idólatra, adoradora de Baal. Israel estava em grande pecado diante do Senhor e se tornou pobre, porque seus inimigos saqueavam seus campos, tomavam seus rebanhos e destruíam o que não queriam levar.

A idolatria é um pecado grave que muitas vezes se manifesta na vida das pessoas sem que elas se apercebam. Idolatria não é só adorar imagens de escultura, é amar um bem, é amar um filho mais do que a Deus, ou o marido, ou a esposa, ou os pais. Deus não divide Sua glória com ninguém.

Idolatria pode se manifestar na vida profissional também. Tem muita gente boa que diz que nada é mais importante que seu trabalho, ou que faz de seu time de futebol uma paixão incontrolável. Não é pecado amar sua família, nem se dedicar à sua vida profissional e nem torcer por um time, o que é pecado é fazer com que estas coisas sejam maiores que Deus em sua vida.

Hoje é o dia perfeito para você reconhecer Jesus como seu Salvador, oferecendo a Ele seu maior sacrifício e começar uma vida nova, em sentido oposto ao curso em que estava com a bênção da proteção do Deus Todo Poderoso. Não ofereça a Deus um cabrito, ofereça o seu melhor, o seu segundo boi, o seu coração.
Deus o abençoe.

 

Versiculos

Salmos, 138:7 - Se ando em meio à tribulação, tu me refazes a vida; estendes a mão contra a ira dos meus inimigos; a tua destra me salva.

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